Antítese – Figuras de Linguagem

Antítese | As figuras de linguagem são recursos de expressão – também conhecidos como recursos estilísticos – utilizadas para dar mais dinamismo à comunicação, dando mais ênfase ao discurso. Existem diversas figuras de linguagem, como a ironia, comparação, zeugma, elipse, dentre várias outras. 

Se quer saber mais sobre as figuras de linguagem, quais são as mais importantes e quais são mais comuns de caírem em provas de vestibulares e concursos, clique no artigo a seguir: Figuras de Linguagem – O que são? Quais são as principais?

No texto de hoje iremos falar sobre a antítese, uma figura de linguagem simples de compreender e identificar. 

O que é a antítese?

A antítese é considerada uma figura de linguagem de pensamento. Essa subcategoria diz respeito às figuras de linguagem que se concentram no aspecto semântico da frase. Em outras palavras, servem para provocar emoções nos leitores, dando sentidos mais enfáticos à mensagem que se deseja passar. 

Existem várias outras figuras de linguagem de pensamento, como ironia, eufemismo, hipérbole, dentre outras. Clique nos links para saber mais sobre esses conceitos. 

A antítese se caracteriza pela aproximação entre dois termos que são considerados antônimos – ou seja, opostos – em uma frase. É importante reiterar que, para a constituição da antítese, não é necessária a comparação entre os dois termos opostos, apenas a sua aproximação. 

Como são recursos estilísticos, as figuras de linguagem são bastante utilizadas em textos literários. A antítese, especificamente, foi bastante importante do século XVI ao XVIII, amplamente vista em textos literários do gênero barroco, tendo em vista que era baseada em excessos, conflitos e dualidades. 

Exemplos de antítese 

A antítese é uma das figuras de linguagem mais fáceis de ser identificada em uma sentença. Isso se deve ao fato de que ela é caracterizada pela aproximação de dois termos que são completamente opostos. Para dar mais clareza a esse conceito, veja abaixo alguns exemplos de frases com antítese: 

  • “Ana e João vivem em uma relação de amor e ódio”; 
  • “Ele estava sentindo muito frio, mas seu corpo estava muito quente;
  • “Ser triste é um caminho necessário para ser feliz”; 
  • “Com Sol ou com chuva, tenho de ir trabalhar”; 
  • “A beleza é relativa: o que é bonito para uns, é feio para outros”; 

Todas as frases acima apresentam exemplos claros de antítese: a aproximação de dois termos completamente opostos. É de vital importância entender que, na antítese, apesar da presença de ideias opostas, a frase deve, obrigatoriamente, fazer sentido no contexto da mensagem. 

Diferença entre antítese e paradoxo 

Como falado no parágrafo anterior, a antítese, apesar de possuir termos opostos, deve fazer sentido quando o contexto é considerado. Essa afirmação é de vital importância para entender a diferença entre antítese e paradoxo, duas figuras de linguagem comumente confundidas. 

O principal motivo da confusão entre esses dois recursos de expressão é o conceito parecido: os dois possuem ideias opostas em uma mesma sentença. No caso do paradoxo, no entanto, as ideias são opostas e absurdas, a ponto de não fazerem sentido em uma situação lógica e objetiva. Por esse motivo, o paradoxo é mais utilizado em textos literários. 

Veja abaixo um exemplo que mostra a diferença entre essas duas figuras de linguagem:

  • “O amor e o ódio são dois sentimentos que caminham juntos;

No exemplo acima, vemos um claro exemplo de antítese, tendo em vista que há apenas a aproximação de duas palavras opostas (amor e ódio). Veja abaixo um exemplo de paradoxo: 

  • “A criatura havia acabado e sair de um lago frio de gelo, mas seu corpo estava quente com o fogo”; 

A sentença acima mostra um paradoxo, tendo em vista que, nas condições naturais do nosso mundo, a afirmação não seria possível. 

Gostou do nosso artigo sobre a Antítese? Deixe nos comentários abaixo a sua principal dúvida sobre o assunto! Bons estudos!