Como surgiu o movimento feminista?


Feminismo – Conheça o relato histórico sobre este movimento que sobrevive com força até os dias de hoje

O que é o feminismo?

Apesar de ter ganhado evidência nos últimos anos, o feminismo não é novo. Para quem não o conhece, trata-se de um conjunto de movimentos políticos, sociais, ideologias e filosofias com o objetivo comum de conquistar direitos e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões patriarcais, baseados em normas de gênero. Ele advoga pela igualdade entre homens e mulheres, além de promover os direitos das mulheres e seus interesses.

Como surgiu o movimento feminista?

A história do feminismo pode ser dividida em três momentos. O primeiro ocorreu no século XIX e início do século XX, o segundo nas décadas de 1960 e 1970 e o terceiro na década de 1990 até a atualidade. A teoria feminista surgiu a partir de movimentos femininos e se manifesta em diversos setores do conhecimento humano como, por exemplo, na geografia, na história e na crítica literária.

Durante grande parte de sua história, a maioria dos movimentos e teorias feministas tiveram líderes que eram principalmente mulheres brancas de classe média, da Europa Ocidental e da América do Norte. No entanto, desde pelo menos o discurso de Sojourner Truth, feito em 1851, às feministas dos Estados Unidos, mulheres de outras etnias e origens sociais propuseram formas alternativas de feminismo.

Esta tendência foi acelerada na década de 1960, com o movimento pelos direitos civis que surgiu nos Estados Unidos e o colapso do colonialismo europeu na África, no Caribe e em partes da América Latina e do Sudeste Asiático. Desde então as mulheres nas antigas colônias europeias e nos países em desenvolvimento propuseram feminismos “pós-coloniais” – nas quais algumas postulantes, como Chandra Talpade Mohanty, criticam o feminismo tradicional ocidental como sendo etnocêntrico. Feministas negras, como Angela Davis e Alice Walker, compartilham este ponto de vista.

Quais são as pautas do feminismo?

O feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, além da outras formas de discriminação.

O feminismo contemporâneo começou na década de 1990. Alguns pontos se destacam, como o discurso pela propriedade do corpo e as questões de gênero. Assim, o discurso do “meu corpo, minhas regras” abriu precedentes para o “meu corpo biológico não dita minha escolha de gênero”. O corpo é a questão central, e o que fazer com ele é uma escolha individual. É importante frisar que grandes pautas da agenda do feminismo atual tomam como base os números que mostram a situação das mulheres no mundo atual, em relação ao número de mortes, como também de vítimas de violência doméstica, e até mesmo a disparidade salarial que as mulheres têm em relação aos homens.

Diferença entre feminismo e femismo

Apesar de serem dois termos de grafia e som bem parecidos, feminismo e femismo possuem significados completamente diferentes, podendo ser classificados até como opostos. O feminismo, como já foi falado anteriormente, é um legítimo movimento social, que possui como objetivo central quebrar as correntes de uma sociedade completamente machista e patriarcal.

O Femismo, por outro lado, é uma expressão que pode ser considerada contrária ao feminismo. Este significa uma situação de superioridade da mulher em relação ao homem, em uma situação semelhante ao machismo. No entanto, a grande maioria das sociedades contemporâneas são majoritariamente machistas. Em organizações como essas, não é possível que exista o femismo, pois o oprimido nunca se torna o opressor, sendo assim apenas um termo distópico.