Guerra da Vacina

A Guerra da Vacina, também conhecida como Revolta da Vacina, foi uma manifestação popular ocorrida no mês de novembro de 1904. O maior motivo para o motim foi a lei que fazia com que a vacinação contra a varíola fosse obrigatória em todo cidadão com mais de 6 meses de idade.

Contexto Histórico

guerra da vacina
guerra da vacina

A Revolta da Vacina ocorreu em um momento de reurbanização do Rio de Janeiro, onde o prefeito da cidade Pereira Passos desapropriou milhares de famílias pobres de suas casas próximas ao centro, obrigando-as a subir para os morros, o que resultou na formação das favelas.

Nessa época, a cidade tinha um saneamento precário, o que facilitou a proliferação do vírus da varíola e fez com que a doença atingisse milhares de brasileiros. A fim de manter sua boa reputação como político, dado que o país recebia a vinda de europeus, o médico Oswaldo Cruz foi encarregado do cargo de Diretor da Saúde Pública, onde decretou que a vacina contra o vírus da varíola fosse obrigatório para todos da cidade.

O movimento da Revolta da Vacina

Com a obrigatoriedade de vacinação para todos os habitantes, o prefeito Pereira Passos e o médico Oswaldo Cruz pensaram que impediriam a proliferação da doença na capital carioca. Contudo, o que estes não esperavam era a oposição do povo, principalmente os marginalizados, para com a vacina.

Os funcionários públicos que tinham a incumbência de vacinar a população iam aos morros e o faziam de qualquer jeito, sem explicar para os cidadãos quais os cuidados que deveriam ter e a limpeza do local que deveria ser feita. Com isso, muitas vacinas resultavam em inflamação, o que gerou um boato de que aquele líquido era destinado a matar os habitantes dos morros.

Esse boato somado ao fato de que tais cidadãos haviam acabado de serem despejados de suas próprias casa resultou em um motim contra o governo, que gerou vários confrontos das camadas mais pobres com os agentes da saúde pública e com a polícia.

Tais confrontos aconteceram do dia 10 a 16 de novembro de 1904 e ficaram conhecidos como Guerra da Vacina. Foi brutalmente reprimido pelo Governo, resultando em 30 mortes, aproximadamente 1000 prisões e 461 deportações para o Acre.