Monteiro Lobato Biografia

José Bento Renato Monteiro Lobato (nascido em Taubaté em 18 de abril de 1882 – 4 de julho de 1948) foi um dos escritores mais influentes do Brasil, principalmente por seus livros infantis no ficcional Sítio do Picapau Amarelo, mas também foi, anteriormente, um prolífico escritor de ficção, um tradutor e um crítico de arte. Ele também fundou uma das primeiras editoras do Brasil (Companhia Editora Nacional) e foi um defensor do nacionalismo.

Lobato nasceu em Taubaté, São Paulo. Ele é mais conhecido por um conjunto de livros infantis educativos, mas divertidos, que compreendem cerca de metade de sua produção. A outra metade, composta por um número de romances e contos curtos para leitores adultos, foi menos popular, mas marcou um divisor de águas na literatura brasileira.

Capa do livro “Serões de Dona Benta”, escrito por Monteiro Lobato em 1937. Ilustração de Manoel Victor Filho. Na capa estão os personagens principais do Sítio do Picapau Amarelo, Sra. Benta, a cozinheira Anastacia, Lúcia, Pedrinho, a boneca de pano Emília e o visconde espiga de milho. A maioria de seus livros infantis ficava no Sítio do Picapau Amarelo, uma pequena fazenda no campo, e contou com a proprietária da fazenda Dona Benta, seus dois netos – uma menina, Lúcia que é sempre referida apenas pelo seu apelido, Narizinho (“Narizinho”, porque ela tinha o nariz arrebitado) e um menino, Pedrinho – e uma empregada negra e cozinheira, Tia Nastácia.

Esses personagens reais foram complementados por entidades criadas ou animadas pelo imaginário infantil: a irreverente boneca de pano Emília e o fantoche aristocrático e erudito feito de espiga de milho Visconde de Sabugosa, a vaca Mocha, a burro Conselheiro, o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim (Quindim é uma sobremesa brasileira), Saci Pererê (um personagem do folclore brasileiro negro, fumador de cachimbo) e Cuca (um monstro maligno invocado por mães brasileiras à noite para convencer seus filhos a irem para a cama).

No entanto, as aventuras se desenvolvem principalmente em outros lugares: seja em mundos de fantasia inventados pelas crianças, ou em histórias contadas por Dona Benta em sessões noturnas. Esses três universos estão habilmente entrelaçados, de modo que as histórias ou mitos contados pela avó naturalmente se tornam o cenário do brincar de faz-de-conta, pontuado por eventos agrícolas rotineiros.

Muitos desses livros são educativos, ensinam coisas através da boca da Dona Benta e por perguntas inteligentes e observações, por sua pequena e atenta audiência. Eles abordavam assuntos dos quais as crianças normalmente não gostam na escola, como matemática, gramática, história nacional e mundial, geografia, astronomia, mitologia grega e assim por diante.

Em outros livros, o autor, que era um cético, um racionalista, um internacionalista e tinha posições anti-guerra (mas ao mesmo tempo fortemente patriótico e conservador), passa seus pontos de vista sobre o mundo, humanidade e política para seus leitores infantis. Em outros livros, ele conta de maneira fácil de entender os clássicos da literatura, como as fábulas de Esopo, Don Quixote e Peter Pan.

Os livros de Monteiro Lobato foram transformados em programas de TV amplamente populares. Incluindo cinco séries de aventuras no Sítio do Picapau Amarelo, uma em 1952 na TV Tupi, outra em 1964 na TV Cultura, e em 1967 na Rede Bandeirantes, outra na Rede Globo em 1977 e a última em 2001 também na Rede Globo.