O que é a Revolução Verde?

O que é a Revolução Verde? – A Revolução Verde é o termo destinado para designar um conjunto de práticas e novos métodos tecnológicos com o intuito de estimular a produção agrícola. Teve seu início logo depois da Guerra Mundial, mas os seus resultados só foram observados a partir da segunda metade da década de 50.

Deu-se em um período de grandes problemas de fome, principalmente na África subsaariana e na Ásia Meridional. O maior líder da chamada revolução foi um agrônomo e biólogo norte americano, chamado Norman Bourlag. Desde a década de 30, o cidadão já começara a estudar sementes transgênicas e os benefícios que estar poderiam trazer para a produção de alimentos em todo o mundo.

Financiado pela Fundação Rockefeller, companhia estadunidense com sede em Nova Iorque, a implantação das novas práticas foi baseada no conceito de acabar com a fome no mundo, tendo em vista que estas poderiam quadruplicar a produção de alimentos agrícolas.

E também era o que dizia Bourlag, que no ano de 1944 começou a coordenar um programa de novas tecnologias agrícolas no México, que ficou chamado de Programa de Produção Cooperativa de Trigo. Além das sementes geneticamente modificadas, os métodos incluíam a utilização de fertilizantes e agrotóxicos, sendo este último alvo de muitas críticas, já que pode trazer inúmeros prejuízos para a saúde humana.

A Revolução Verde não influenciava apenas as plantas, sementes e o solo, mas também os trabalhadores. Isso porque as técnicas também envolviam a aplicação de organização de trabalho existe nas fábricas e grandes indústrias. Alguns anos depois, a partir da observação dos resultados nos estudos de Bourlag, já que o México passo a ser auto suficiente com o trigo, outros país em desenvolvimentos adotaram as técnicas, principalmente Índia, Paquistão, Filipinas e Brasil.

Mais tarde, alguns países desenvolvidos passaram a aplicar os métodos, como os Estados Unidos, nação que, a partir daí, começou a ser exportadora de trigo. A partir da segunda metade da década de 60, novas técnicas de irrigação do solo também foram implementadas, o que otimizou a produção, que antes era refém do regime de chuvas.

A forma pioneira de estudos rendeu, no ano de 1970, um Prêmio Nobel da Paz para o idealizador da ideia, Norman Bourlag. O nome “Revolução Verde”, foi dado por William Gown, em um conferência ocorrida no ano de 1966 na capital dos Estados Unidos.

Revolução Verde pontos positivos e negativos – O que é a Revolução Verde?

Todo esse conjunto e movimento renderam alguns benefícios para os países. A título de exemplo, podemos citar a Índia, que dobrou a sua produção de trigo em menos de 5 anos. O Brasil também adotou essas técnicas, que fizeram parte do “milagre econômico” promovido na época da Ditadura Militar. Contudo, tais medidas deixaram grandes dívidas da nação brasileira com vários órgãos internacionais.

Embora realmente funcione e sirva para aumentar significativamente a produção agrícola, a Revolução Verde tem vários problemas, tanto sociais quanto ambientais. Em primeiro lugar, o conjunto de técnicas usadas é bem duvidoso, já que pode prejudicar em larga escala o solo em questão, acelerando o processo de erosão sofrido. Além disso, prioriza e incentiva o uso de agrotóxicos, substâncias as quais são comprovadamente nocivas ao ser humano.

Para com as questões sociais, a Revolução Verde tem problemas ainda maiores. Além de prejudicar milhares de produtores domésticos e familiares que viviam da venda de seus produtos e não puderam acompanhar e adquirir as novas tecnologias, a premissa utilizada para o financiamento da iniciativa não foi comprida, já que a fome continuou sendo um problema em todo o mundo. Isso ocorreu pelo fato de que o aumento na produção beneficiou apenas os grandes empresários, que agora produziam e vendiam mais. (O que é a Revolução Verde?)