República Oligárquica

República Oligárquca – Depois da Proclamação da República no Brasil, ato acontecido no dia 15 de novembro de 1889, vários períodos políticos se sucederam até chegar na situação atual. A República Oligárquica foi um deles, começando em 1894 e terminando apenas em 1930, com o golpe de estado dado por Getúlio Vargas.

A Proclamação da República foi protagonizada principalmente pelos militares. Dessa forma, logo após a destituição do imperador Dom Pedro II, o marechal Deodoro da Fonseca assumiu o poder, comandando até 1891. Logo depois, Floriano Peixoto, outro militar, foi o presidente do Brasil, governando até 1894, quando a república oligárquica teve início de fato.

A expressão república oligárquica vem da língua grega. Oligarquia é um termo que, traduzindo de forma livre para o português, significa “governo de poucos”. Uma república oligárquica, então, seria uma situação onde todo um país era governo por um pequeno grupo de pessoas, geralmente com grande poderio financeiro.

Naquela época, os grandes donos de terras eram quem realmente comandavam a política brasileira. As grandes oligarquias eram, principalmente, provenientes de São Paulo e de Minas Gerais, mas havia várias espalhadas por todo o país.

Foi também nessa época da república oligárquica que ficou estabelecida uma política chamada de café com leite. Tratava-se, basicamente, de um acordo entre os partidos republicados de Minas e de São Paulo para que, a cada vez, um político de cada estado fosse lançado à presidente.

Era uma tática infalível, tendo em vista que grande parte dos donos de terras apoiava esse sistema. A explicação para esse apoio era simples: em troca do cargo da presidência, o governo federal deixava que as oligarquias fizessem o que queriam, ou seja, eram eles que realmente comandavam o país.

Foi também nessa época em que o voto de cabresto reinava nas eleições presidenciais. Em troca de favores, ou principalmente pelo medo que os “coronéis” (personagens da República Oligárquica que trabalhavam para as oligarquias, que não eram militares, mas assim eram chamados) impunham nas pessoas, os votos eram conseguidos com facilidade. Essa prática foi chamada de coronelismo.

Apesar de bastante controlada pelas oligarquias e pelos grandes partidos mineiros e paulistas, o período da República Oligárquica não deixou de ser conturbada. Principalmente as classes urbanas, que foram deixadas de lado em vários momentos, protestaram contra o governo em várias oportunidades.

Alguns exemplos podem ser dados, tais como a Revolta da Vacina, a Revolta do Forte e a Guerra do Contestado. Além dessas classes menos favorecidas economicamente, até mesmo grandes empresários protestavam contra o governo.

É preciso ressaltar que o Brasil naquela época vivia uma crescente industrialização. Dessa forma, alguns donos de grandes empresas começavam a ter um poder econômico até maior do que dos donos de terras, mas não possuíam nenhum poder político, o que gerava grandes revoltas.

A República Oligárquica só teve fim no ano de 1930. Nessa oportunidade, Júlio Prestes havia sido eleito. Alegando fraude em todo o processo eleitoral, Getúlio Vargas (que agora também tinha Minas Gerais ao seu lado), caminha até a capital e dá um golpe de estado, o que ficou conhecido como a Revolução de 30. Deu-se início, então, ao Governo Provisório de Getúlio Vargas, que só veio a acabar em 1934.